9:10 pm - sexta-feira abril 18, 2014

Região Norte – resumo

PROJETO CALHA NORTE

Cabe ao Governo Federal voltar suas vistas para a Amazônia, traçando uma política efetiva de ação para a área, sem receio de nela investir, reativando, de logo, o Projeto Calha Norte, com a dimensão que todos os brasileiros dele esperam, a fim de livrar a Amazônia dos olhos cobiçosos dos donos do mundo.

O Projeto Calha Norte foi instituído para proteger extensa faixa de fronteira na Amazônia,  profundamente despovoada, merecendo, portanto, cuidados especiais do Governo Federal.

A idéia de desenvolvimento econômico nas faixas de fronteira, especialmente na Amazônia Legal, firma-se na ocupação gradual e sistemática dessas áreas, através de políticas do Governo calcadas em projetos de colonização dos vazios existentes na região.

Nada mais indicado para a realização desse desiderato, portanto, do que o Calha Norte, de forte inspiração patriótica e de alto cunho social.

De passagem, cabe acentuar, que o patrimônio da Amazônia é gigantesco: um terço das florestas do planeta; uma bacia hidrográfica que, com seus recursos hídricos, representa um quinto da disponibilidade de água doce do mundo; biodiversidade de oito milhões de espécies; um continente geográfico que corresponde à vigésima parte da superfície terrestre; províncias minerais de ferro, manganês, cobre, cassiterita, bauxita, caulim, ouro, gás, petróleo, etc.

E por falar em biodiversidade, o pesquisador Frederico Arruda, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade do Amazonas, com base em informação contida no periódico americano Washington Insight especializado em produtos naturais e destinado a empresários da indústria farmacêutica, declarou que pelo menos 10 mil extratos vegetais continuam sendo contrabandeados da Amazônia para os EUA, Europa e Japão (a publicação é antiga).

Admite o pesquisador que o volume contrabandeado pode ser infinitamente maior e que a coleta está sendo feita com a utilização do GPS, um instrumento de localização geográfica de alta precisão.

Laboratórios dos Estados Unidos, Itália e Japão estariam envolvidos, ainda, na importação ilegal de rãs e da planta conhecida como pedra-umi-caá, coletadas no Amazonas. O pesquisador garante que as rãs estão sendo levadas para o desenvolvimento de analgésicos e drogas para o tratamento de doenças neuro-vegetativas.

A revitalização do Projeto Calha Norte é inadiável. Ele representa a salvação das áreas de fronteira, oferecendo apoio à Amazônia como um todo.

Não devemos, jamais, esquecer a lição do sociólogo Gilberto Freyre:

“Sendo a Amazônia uma região brasileira de interesse nacional, é preciso que seja, cada dia mais, preocupação brasileira. Objeto-sujeito de estudos, de pesquisas, de meditações de brasileiros”.

O projeto Sivam e o controle do espaço aéreo

ROBERTO CANDELORI
da Folha de S.Paulo

Depois de muita polêmica e de denúncias de irregularidades, finalmente entrou em funcionamento o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). Em seu discurso, na inauguração do Centro Operacional em Manaus, o presidente Fernando Henrique Cardoso fez questão de reafirmar a probidade do projeto, solidarizando-se com os oficiais que cuidaram da sua implantação.

O Sivam começou a ser implantado em 1994 para monitorar uma área de 5,2 milhões de km2 (cerca de 60% do território nacional). É um grande empreendimento, composto por satélites, radares, aviões, estações de recepção de imagens e mais de 200 plataformas de coletas de dados, que gera cerca de 2.000 empregos diretos.

Projeto que representou investimento de US$ 1,4 bilhão, o Sivam permitirá o controle do espaço aéreo amazônico, possibilitando uma fiscalização mais eficiente de atividades predatórias (desmatamento, queimada e garimpo), o monitoramento das fronteiras e o combate ao narcotráfico.

Tratado como um projeto de segurança nacional, o Sivam foi alvo de inúmeras denúncias. Foi previsto de início que ele não poderia ser implantado por empresas estrangeiras, mas a escolha ficou com a americana Raytheon, que venceu a disputa contra a francesa Thompson. O processo de licitação foi considerado fraudulento em razão de um suposto favorecimento dos americanos. Suspeita-se também de um compromisso em relação ao destino das informações coletadas, que seriam compartilhadas com os EUA.

Documentos oficiais levantados pela Folha confirmam que, para os EUA, o Sivam significou uma vitória geopolítica. Suspeita-se de que, por ser um instrumento útil ao seu programa de combate ao tráfico, o sistema venha a tornar-se extensão do Plano Colômbia. Nesse caso, a “lei do abate”, que permite a derrubada de aeronaves, sugere, no mínimo, cautela.

PROJETO CARAJÁS

Introdução – O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), um órgão federal, criou, após 1964, os núcleos ou projetos de colonização dirigida na Amazônia. Isso atendia à idéia dos governos militares de colonizar essa vasta Região por questão de segurança nacional e para aliviar as pressões sociais existentes, principalmente no Nordeste. Esses núcleos atraíram milhares de pessoas de várias partes do Brasil, entre 1970 e 1975.

PROJETO GRANDE CARAJÁS

Reserva riquíssima – O Projeto Grande Carajás (PGC) foi lançado no fim da década de 1970 e teve por objetivo realizar a exploração integrada e em alta escala dos recursos minerais dessa província mineralógica, que é considerada a mais rica do mundo (possui minério de ferro, ouro, estanho, bauxita – nome dado ao minério de alumínio -, manganês, níquel e cobre).

Descoberta – É curioso destacar que foi um geólogo a serviço da empresa norte-americana United States Steel quem a descobriu em 1967. Devido ao esgotamento das reservas de minério de manganês de alto teor dos Estados Unidos, essa poderosa transnacional vinha pesquisando o subsolo amazônico, desde o início dos anos 1960, à procura de minério de manganês. Posteriormente, levantamentos realizados no local comprovaram a existência de outros minérios.

Área extensa – A jazida mineral de Carajás localiza-se numa grande área de cerca de 895 mil quilômetros quadrados (quase equivalente à área do estado de Mato Grosso, que é de 906.806 quilómetros quadrados). É cortada pelos rios Xingu, Tocantins e Araguaia e abrange terras do sudoeste do Pará, norte de Tocantins e oeste do Maranhão.

Recursos agroflorestais – Além da exploração mineral, o Projeto Grande Carajás incluiu também a exploração de recursos agroflorestais, extrativistas, agropecuários, além do aproveitamento do potencial hidrelétrico de alguns rios amazônicos, caso do Tocantins, onde foi construída a hidrelétrica de Tucuruí para fornecer energia elétrica para as indústrias de alumina e alumínio.

EXPLORAÇÃO DE BAUXITA E MEIO AMBIENTE

Ameaça – Os projetos de exploração de bauxita ameaçam o meio ambiente. Nos países desenvolvidos, as pressões sobre as indústrias que purificam a bauxita são grandes. É por essa razão que essas indústrias têm-se instalado nos países subdesenvolvidos, onde as pressões em relação à poluição são menores ou até mesmo inexistentes. A exploração da bauxita pela Mineração Rio do Norte, no vale do Rio Trombetas, por exemplo, já está causando problemas ao meio ambiente. Os rejeitos poluentes da mineração da bauxita estão sendo despejados em um lago natural, sedimentando-o e comprometendo a vida aquática e animal.

GARIMPOS: UMA QUESTÃO POLÍTICA, SOCIOECONÔMICA, ESPACIAL E ECOLÓGICA

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One Response to “Região Norte – resumo”

  1. Isabely Diana
    18 de setembro de 2013 at 20:30 #

    muito bom

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